quinta-feira, 11 de março de 2010

Exposição de flores e plantas movimenta Pátio do Carmo

Crisântemos, rosas, palmeiras e miniaturas de árvores e cactos invadiram o pátio da Igreja do Carmo, no bairro de São José. O II Festival das Flores de Holambra no Recife teve início hoje (11), em comemoração ao aniversário da cidade. A área, de 500 m², compreende dezenas de espécies cultivadas no município, do interior de São Paulo.

Mais de cinquenta pessoas estão envolvidas na exposição. O evento foi promovido por organizações não governamentais ligadas ao Centro Espírita Beneficente União do Vegetal. Toda a renda arrecadada durante os dez dias do festival é revertida para instituições filantrópicas que auxiliam comunidades carentes de São Lourenço da Mata, Abreu e Lima e Recife.

O público pode encontrar desde plantas regionais, como o cacto azul, até os bonsais japoneses, um dos sucessos de vendas. Ainda é possível encontrar trevos de quatro folhas, cactos em miniatura e etc. Algumas espécies, como a muda de ‘Onze horas’ custam apenas R$ 1,30. Outras, como a palmeira ‘Pata de elefante’, são comercializadas ao preço de R$ 280,00.
De acordo com o coordenador do festival, Geraldo Franco, a expectativa é que mais de 50 mil pessoas visitem a feira. “Crescemos de 360 m² para 500 m², temos mais expositores e, no ano passado, não sobrou uma peça sequer. A ideia é que a gente repita o feito e arrecade cerca de R$ 50 mil”, afirma.

O coordenador da cooperativa de Holambra, Arnaldo Ito, destaca que, em Pernambuco, a sociedade tem um grande apreço pelos vegetais, mesmo sem ter muitas informações sobre o assunto. “Quanto mais distante dos grandes centros de compras de plantas do país, existem mais perguntas. Aqui, o pessoal questiona bastante. Muitas vezes eles compram sem saber como criar, apenas por gostar”, avalia.

Um dos principais públicos da festival é o de aposentados, que, desde o primeiro dia, marcaram presença no local. “Vim no ano passado, gostei e já estou levando mais algumas flores para mim novamente”, diz Valdemira Moura, de 70 anos. Lourdes Xavier, também de 70 anos, fez questão de levar várias espécies. “Achei tudo muito lindo. Não consegui escolher e acabei levando quase tudo. Só não levo mais por falta de dinheiro”, garante.

O festival segue até o Dia da Floresta (21) e funciona sempre das 8h às 20h, incluindo nos finais de semana. A entrada é gratuita.

Por Ed Wanderley, Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

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