terça-feira, 26 de outubro de 2010

Emissões brasileiras de gases estufa aumentaram cerca de 60% entre 1990 e 2005

Brasília - As emissões brasileiras de gases de efeito estufa aumentaram cerca de 60% entre 1990 e 2005, passando de 1,4 gigatoneladas para 2,192 gigatoneladas de dióxido de carbono (CO2) equivalente (medida que considera todos os gases de efeito estufa). O número foi apresentado hoje (26) pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, durante a reunião anual do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.

O novo inventário nacional de emissões será apresentado à Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas antes da próxima Conferência das Partes (COP), em novembro, em Cancún, no México. O balanço faz parte da Segunda Comunicação Nacional à Convenção – um relatório do que o Brasil tem feito para mitigar as causas e atenuar os impactos do aquecimento global.

O inventário anterior trazia os dados de 1990 a 1994. Para este ano, o compromisso assumido com a ONU era apresentar dados até 2000. Mas o governo brasileiro decidiu avançar e agregar números até 2005.

O desmatamento ainda é o principal vilão das emissões nacionais de gases de efeito estufa. O setor de mudança no uso da terra e florestas é responsável por 61% do total de emissões. A agricultura aparece em seguida, com 19% das emissões nacionais e o setor de energia é responsável por outros 15%.

O inventário também contabiliza emissões da indústria e do tratamento de resíduos, responsáveis por 3% e 2% do total nacional, respectivamente.

Rezende também apresentou uma estimativa das emissões brasileiras em 2009, que não será levada à ONU. Pelos cálculos, no ano passado, o Brasil teria emitido 1,775 gigatoneladas de CO2 equivalente, 33% a menos que em 2005. A queda, segundo o ministro, se deve principalmente à redução do desmatamento na Amazônia nos últimos anos, somada à manutenção do nível de crescimento de emissões nos outros setores.

Luana Lourenço e Yara Aquino
Repórteres da Agência Brasil
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Promotor quer anular eleição da mesa diretora da Câmara

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ingressou com ação civil pública com pedido de liminar para impedir a recondução de vereadores de Bonito aos cargos da Mesa Diretora da Câmara Municipal. Após representação protocolada por outro vereador, o promotor Leonardo Caribe identificou vícios formais na emenda à Lei Orgânica do Município que permite a reeleição. A ação principal pede a anulação do pleito e a condenação dos reús a não tomare, cargo nos cargos ou a renunciarem, caso já empossados.

De acordo com o promotor, a mudança na Legislação foi realizada pela Câmara no início de 2010, visando ao mandato do biênio 2010/2011. No entanto, a Comissão de Justiça e Redação da Casa deu parecer favorável ao projeto de Lei no dia 3 de fevereiro, antes mesmo que a proposta de emenda fosse oficialmente apresentada - o que só aconteceu no dia seguinte, 4 de fevereiro.

Com o atropelo da ordem legislativa, a lei tornou-se formalmente inconstitucional. Caso a liminar seja concedida, outra eleição terá que ser realizada. A ação também aumenta o número de cargos da Mesa com a criação do posto de vice-presidente. Antes, havia apenas os cargos de presidente, 1º e 2º secretários.

Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

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domingo, 24 de outubro de 2010

Receita para derrota de Dilma: perder um milhão de votos/dia

Para perder a eleição, Dilma Rousseff precisa deixar de ter o apoio de 1 milhão de eleitores por dia, de hoje até o próximo domingo. Impossível? Não. Difícil? Muito.

Até o dia 31, Dilma comparecerá ainda a uma série de eventos de rua e comícios. Neles, não corre riscos (exceto, talvez, de uma bolsa de água cair sobre sua cabeça; mas isso não tira votos, ao contrário).

Como é natural, estará sempre protegida pela claque de militantes e pela popularidade de Lula — que deve estrelar todos esses eventos, a começar pela carreata de hoje de manhã no Rio de Janeiro. Também nos programas eleitorais do rádio e da TV navegará em águas tranquilas.

Dilma, no entanto, estará exposta à duas situações potenciais de perda de votos. Uma são os debates — o de amanhã, na Record; e o de quinta-feira, na Globo. Programa ao vivo, tensão de campanha, tudo isso contribui para uma possibilidade de tropeço.

Em favor de Dilma, porém, é preciso reconhecer que, se ela não é boa de debate na TV (é prolixa, artificial, não conclui pensamentos etc.), também nunca teve uma atuação desastrosa nestes confrontos. Até aqui, ela os perdeu por pontos. Se quiser manter as esperanças, José Serra terá que vencer por nocaute os dois debates.

A outra situação de risco que pode lhe roubar votos é a reportagem de capa de VEJA desta semana. A pressão para que um alto funcionário do ministério da Justiça produzisse dossiês contra adversários é uma revelação de teor explosivo. E que reforça uma característica do perfil de Dilma: a da pessoa pública com uma queda especial pela fabricação de dossiês.

Há dois anos, foi justamente na Casa Civil comandada por Dilma que Erenice Guerra coordenou a confecção de um dossiê com gastos pessoais de FHC e de Ruth Cardoso (a papelada foi reunida com o objetivo de chantagear adversários, num contra-ataque às revelações de gastos de ministros de Lula feitas pela CPI dos Cartões Corporativos.).

O caso Erenice (o mais recente, não aquele do parágrafo acima), tirou parte dos votos que Dilma possuía em algum momento de setembro e ajudou a levar a disputa para o segundo turno. E agora?

Apesar da gravidade da revelação, ainda é cedo para dizer como isso se traduzirá em (perda de) votos. Nos últimos anos, políticos e pesquisadores repetem que notícias de que a confeção de um dossiê não tira votos de ninguém – segundo o chiste corrente, o brasileiro médio entende “docinho” quando ouve “dossiê”.

Ainda que tal confusão seja real, na dinâmica de uma campanha nervosa como a atual por prudência não se deve tentar adivinhar o futuro com base em clichês deste tipo. Assim, o mais correto é aguardar mais alguns dias.

De qualquer forma, permanece o desafio do primeiro parágrafo, que dizia mais ou menos assim: para vencer a eleição, José Serra precisa ganhar o apoio de 1 milhão de eleitores por dia, de hoje até o próximo domingo. Impossível? Não. Difícil? Muito.
(Radar - Veja - Lauro Jardim).


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Eduardo condena ataques a Dilma em reunião com líderes evangélicos

O governador reeleito Eduardo Campos (PSB) reuniu lideranças evangélicas na manhã de hoje (23) no Recife Praia Hotel, no Pina, em favor da eleição de Dilma Rousseff (PT) no segundo turno. Representantes de diversas igrejas expressaram sua confiança na candidata escolhida por Lula, destacando que a sua vitória significa a continuidade de um projeto político comprometido com os brasileiros mais necessitados.


Os participantes estamparam adesivos com os dizeres ''sou evangélico e voto Dilma 13''. O Bispo Ossésio Silva, da Igreja Universal, representante do Conselho Estadual de Pastores, ressaltou que foi a partir do Governo Lula que os mais pobres passaram a ter oportunidades. ''Em time que está ganhando não se deve mexer. Sabemos que Dilma é uma mulher aguerrida e vai fazer avançar o trabalho de Lula”, afirmou, diante de uma plateia que reuniu cerca de 120 lideranças de outras igrejas, como a Renascer em Cristo, a Cristo Vive e a Assembleia de Deus, além de presidentes de Conselhos de Pastores de municípios do interior do estado.

Eduardo falou aos presentes por cerca de 20 minutos, destacando algumas das conquistas do Governo Lula. Ele reafirmou a necessidade de seguir fazendo uma campanha propositiva. ''Não vim aqui para desqualificar o adversário de Dilma, da mesma forma que não ataquei o meu adversário em Pernambuco. Estou aqui para falar das qualidades da candidata Dilma e de sua capacidade para dirigir o País'', disse.

O governador mais votado do Brasil se disse ''muito triste'' com os ataques pessoais dirigidos contra Dilma por parte de algumas lideranças evangélicas que se reuniram ontem no Recife para declarar o apoio a José Serra (PSDB). No encontro, alguns religiosos colocaram sob suspeita sobre o estado de saúde da ex-ministra e, em tom de alarde, classificaram a vitória de Dilma como uma ameaça às famílias brasileiras. ''Essa campanha é baixo astral. O nosso debate é aquele que discute projetos para o Brasil'', ressaltou.

Coordenador da campanha de Dilma em Pernambuco, João Paulo também participou da reunião. Ele falou da contribuição que os líderes evangélicos podem dar para responder à onda de calúnias que tenta apagar as realizações do presidente Lula. “Há maior exemplo de
cristandade do que tirar 28 milhões de pessoas da condição de miséria?
Vocês que estão próximos aos mais pobres sabem como a vida do povo melhorou. Não se pode destruir isso tudo por meio da mentira e da calúnia'', disse João Paulo, que seguiu para Petrolina com Eduardo e Armando Monteiro para uma grande carreata.

Também presentes no encontro, entre outras lideranças, o presidente do Conselho Estadual de Pastores e vereador por Jaboatão, Pastor Vilalba de Jesus (PRTB); o presidente do Conselho de Pastores de Camaragibe, Pastor Valdir Andrade; o presidente do Conselho de Pastores de Nazaré da Mata, Tenente-Coronel Inaldo Cizino; o representante do Conselho Estadual de Pastores, Pastor Daniel Agra; e o vereador pelo Recife, Pastor Alfredo Santana (PRB).

Frente Popular de Pernambuco


Blog de Inaldo Sampaio

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Novos tremores atingem norte, centro e sul do Chile sem causar danos

Três tremores de leve intensidade foram registrados hoje no norte, centro e sul do Chile, o último deles com epicentro nos arredores da capital, sem causar estragos nem deixar feridos.

O último tremor, de 4,1 graus na escala Richter, aconteceu às 14h44 (horário de Brasília) a 70 quilômetros a oeste de Santiago, onde foi percebido com uma intensidade de dois graus na escala de Mercalli, segundo o Escritório Nacional de Emergências (Onemi, na sigla em espanhol).

Às 8h53 (horário de Brasília) deste domingo, foi registrado um abalo sísmico de 4,6 graus na escala Richter na região de Bío-Bío, uma das mais afetadas pelo terremoto de fevereiro. Também não foram contabilizadas vítimas nem danos materiais.

Este tremor se soma à sequência de abalos que ontem atingiram a região, o mais forte deles de 5,5 graus na escala Richter, com epicentro nos arredores de Concepción, cidade que sofreu as consequências devastadoras do terremoto de 8,8 graus do dia 27 de fevereiro.

DA EFE
EM SANTIAGO DO CHILE
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Parceria da Justiça com bancos pode agilizar conciliação de processos

Brasília – A Semana Nacional de Conciliação, a ser realizada de 29 de novembro a 3 de dezembro em todo o país, ganhará um ingrediente adicional para agilizar a solução consensual de conflitos jurídicos. A novidade será o envolvimento de grandes bancos no esforço traçado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para estabelecer uma pauta comum de políticas de conciliação.

Com esse objetivo, representantes do CNJ têm mantido contatos permanentes com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e com os setores jurídicos dos bancos Itaú, Bradesco, Santander e HSBC, entre outros, que demonstraram interesse em integrar a campanha. Será o quinto ano seguido de realização da Semana Nacional de Conciliação, com ganhos crescentes na limpeza da pauta de processos trabalhistas.

De acordo com informação do site do CNJ, os bancos vão relacionar as propostas que os afetam diretamente e sugerir alternativas que contribuam para a redução de conflitos pendentes de decisão na área trabalhista. A pauta dos bancos deve ser apresentada em reunião que o CNJ terá com a Febraban, no mês que vem.

A Semana Nacional de Conciliação é um esforço concentrado do Judiciário na busca de solução negociada para litígios diversos. Promovida pelo CNJ, a campanha conta com a participação de tribunais das esferas estadual, federal e do Trabalho, em parceria com entidades representativas de classe, empresas e órgãos públicos.

Para dar uma ideia da importância da campanha, dados do CNJ mostram que no esforço concentrado do ano passado foram realizadas 330 audiências, envolvendo 630 mil pessoas, das quais 148 mil audiências resultaram em algum tipo de acordo, com homologações em torno de R$ 1,3 bilhão. Do total, R$ 77 milhões foram carreados para os cofres públicos, como Imposto de Renda e recolhimento previdenciário.

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil
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No Rio, Serra faz campanha ao lado de Aécio e diz que não vai privatizar

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, disse neste domingo (24), no bairro de Copacabana, no Rio, que não vai privatizar as empresas estatais. "Vou estatizar as empresas estatais, que não mais servirão a interesses privados de partidos", afirmou.

Serra desistiu de caminhar pela praia de Copacabana e fez campanha em cima de um trio elétrico, ao lado do candidato a vice, Indio da Costa (DEM).

Por causa da dificuldade de deslocamento em meio à multidão, Serra preferiu seguir no trio elétrico. Lideranças tucanas como o ex-governador e senador eleito por Minas Gerais Aécio Neves e o governador reeleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, participaram do ato de campanha ao lado de Serra.

Corrupção


José Serra falou das últimas denúncias de corrupção envolvendo pessoas ligadas ao PT e ao governo Lula. "Chega de escândalos. Fica até difícil recapitular, são três ou quatro por semana", disse. Durante o discurso, o tucano afirmou que é necessário "um governo que tenha caráter, que se traduza na verdade e na honestidade". Segundo ele, a "justiça dos companheiros", referindo-se aos petistas, "é mais lenta".

Durante o ato de apoio a Serra foi mostrada uma gravação do jurista Hélio Bicudo declarando apoio ao tucano no segundo turno. Bicudo foi filiado por muitos anos ao PT e foi vice-prefeito de São Paulo na gestão de Marta Suplicy (PT), de 2001 a 2004. Ele se desfiliou do partido em 2005.

No depoimento gravado, Bicudo usou termos como "aviltante", "repugnante" e "insulto e escárnio" ao se referir ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante a caminhada, houve distribuição de capacetes e exibição de bonecos de José Serra com band-aid na cabeça, em alusão à agressão sofrida pelo tucano nesta quarta-feira (20). Ele foi atingido por um objeto na cabeça enquanto participava de caminhada com aliados políticos na zona oeste do Rio.

Não ocorreu nenhum confronto com partidários da candidata Dilma Rousseff (PT), que seguiram as orientações do partido e não se mobilizaram em Copacabana. Havia alertas sobre possíveis manifestações petistas durante a caminhada de Serra, o que levou a campanha de Dilma a pedir cautela aos militantes. A candidata petista está, neste domingo, em carreata na zona oeste do Rio.

Carolina Lauriano
Do G1 RJ
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